6.13.2011

Não gosto de me exercitar!


Eu sempre repeti essa frase ao longo de minha breve vida, repeti tanto que fui parando de realizar qualquer tipo de exercício. Como isso eu vi o quanto é prejudicial não fazer nada, parar por completo.
Exercitar não se resume a pratica de atividades físicas, a atividades aeróbicas, alongamentos, malhação, natação, pompoarismo e sei lá mais o que...

Mas, exercitar vai muito além.  Exercitar o corpo é bom, é importante, mas exercitar a alma e a mente é vital. Se não fizermos isso, enferrujamos, vamos perdendo nossos sentidos, não o óbvio, nossas capacidades, nossa humanidade, nosso sentimentos...

Me pergunto e se perdermos tudo o que será? Viramos pedra? Será que esse é termo correto (pedra também é um ser vivo? Viramos zumbis vagando? Nos desligamos de nossa alma, nossa essência? 

São muitas as questões e não possuo respostas para todas elas.
Mas se me permitem, acho que nos desligamos de nossa alma/essência. Não sejam literais nem se apeguem as questões religiosas, existe ou não uma alma, em vez disso, pense em você enquanto ser existente. 

Você tem sonhos, expectativas, desejo, fome, sede, frio, calor, arrepios, necessidades, amores, frustrações, metas, alvos, consciência, sentimentos, relações, interações, preocupações, sono, trabalho... Sim três pontinhos porque são infinitas nossas “coisas”.

A falta de exercício da alma nos enrijece, necrosa o nosso ser.  E quando dei por mim, percebi que partes de mim estavam necrosando e antes que fosse perda total, que houvesse a morte eu resolvi reagir.

Voltei e me tornar humana, me permitir sentir, observar...

Hoje, assim que eu acordo alongo: agradeço a Deus por permitir uma nova oportunidade para acertar e errar, para ajudar e ser ajudado. Então, penso no dia começou, vou ter que fazer alguma coisa com ele, que sempre terei opções e que tudo que eu fizer se refletirá em mim. A lei da ação e reação.
Após o alongamento primeiro exercício, agora acordada, começo o dia, observando e sentindo tudo e todos a minha volta, não me eximo de nada e me permito tudo, não controlo minha curiosidade. Ajudo todos que posso e desejo verdadeiramente ajudar, ou seja, os que realmente precisam e querem ser ajudados. Me envolvo em minha vida, que também é a vidas de todos os serem em minha volta, seja um cachorro, uma planta ou uma pedra. Me alegro, choro, comemoro, me indigno, brigo, me entristeço,  penso, reclamo, enxergo, ouço, sinto tudo – vivo.

Se aproxima a hora de voltar pra casa, em casa: tomo um bom banho e penso pela ultima vez nas coisas desagradáveis daquele dia e deixo que escorram junto com a água pelo ralo. Me enxergo no espelho, reparem não vejo, pois quem ver olha o superficial defeitos e imperfeições, e dou risada de uma besteira que ouvi, que fiz, em fim. Passo hidratante, me perfumo, me visto e passo uma máscara para cílios, incolor e estou linda e pronta para pegar uma caneca de café de descansar no sofá. Posso assistir TV, ouvir musica, dançar ou simplesmente meditar. Mas nunca, nunca, nunca... planejar o dia seguinte, por quero que ele me surpreenda.

Hora de dormir: coloco um pijama ou uma camisola, depende do frio, assim também com as meias. Me deito na cama inspiro profundamente, expiro o mais lento que posso esvazio a mente esperando pelos sonhos.

No final das contas o que interessa é sentir e nunca permitir que em algum momento você escape disso. Tudo que a gente fala, a gente internaliza de forma sutil e lenta, quase imperceptível. Por isso não falo mais a frase titulo: Não gosto de me exercitar!

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